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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 09/01/2021 - 19:01
"Caminhos da Reportagem" aborda expansão do comércio eletrônico neste domingo

O aumento expressivo do comércio eletrônico pauta a edição inédita do programa “Caminhos da Reportagem” que a TV Brasil apresenta neste domingo (10/01), às 20h. A produção jornalística aborda os desafios dos empresários e dos consumidores, além das alternativas encontradas como o desenvolvimento de plataformas para lojas virtuais.

A matéria especial destaca os fatores que interferem na entrega dos pedidos. Custo, deslocamento e prazo de transporte até o destino final das encomendas adquiridas pela internet são aspectos levantados.

A reportagem também trata dos armários inteligentes. Além desses assuntos, a atração da emissora pública destaca o transporte de materiais entre laboratórios que realizam pesquisas relacionadas à Covid-19.

Desde o início da pandemia do coronavírus, as compras online aumentaram 80% no Brasil em comparação com o mesmo período de 2019. Com as dificuldades que os pequenos empresários têm enfrentado, vender produtos por meio do comércio eletrônico foi a alternativa que muitos encontraram para não fechar as portas definitivamente.

Em Novo Airão, no Amazonas, o presidente da Associação de Produtores NovArte, Simeão Bezerra, conta o impacto da pandemia na venda dos produtos. Antes, a renda das famílias era obtida principalmente do comércio impulsionado por turistas que ficavam hospedados em hotéis parceiros.

"Na pandemia nós não tivemos isso, né, fechou tudo", afirma Simeão. De acordo com o gestor, a solução encontrada foi a abertura de uma loja virtual. "Agora tem uma plataforma. A gente já mandou coisa para os Estados Unidos, pra Inglaterra, pra muitos países", revela.

De acordo com o diretor da ABComm, Fábio Fialho, o perfil de consumidores também foi ampliado. "Além das pessoas acima dos 55 anos, a gente teve um crescimento das pessoas que tinham uma certa desconfiança ou não viam uma necessidade de compra online", diz.

Para evitar sair de casa, a professora aposentada Arilda Maria de Souza decidiu fazer compras online. "Eu comecei assim: muito devagar, compra de frutaria", frisa. "Quando eu sabia que ia chegar eu já avisava o porteiro. Dizia: Olha! Vai chegar um livro pra mim. Então, logo que chegava ele me avisava. Ia no elevador para não descer. Eu pegava aqui. É muito bom você abrir e sentir o que você comprou. E que comprou e chegou né?", conta.

 

O programa da TV Brasil mostra que um dos desafios que as vendas online trazem é o envio das encomendas: custo do frete e prazo estão entre as questões que levam consumidores a repensarem a viabilidade de determinada compra.

Na hora de contratar uma empresa de transporte, empresários também avaliam as opções: Correios ou transportadoras? A diferença está no destino: os Correios, por serem uma empresa pública e têm o dever de entregar correspondências e mercadorias em qualquer lugar do Brasil.

As cartas e os produtos são distribuídos até para as áreas mais remotas do território nacional. "Não há distinção entre os grandes centros e os cantões do país. Inclusive nas regiões em que os operadores privados não têm interesse econômico em operar", explica o presidente dos Correios, General Floriano Peixoto Vieira Neto.

Como os Correios estão em todos os municípios do país, a empresa é utilizada também na prestação de outros serviços, entre eles, o Limpa Nome, destinado a quem está inscrito na base de dados de inadimplência do Serasa.

Além desses assuntos, o programa Caminhos da Reportagem explica que os Correios foram responsáveis pelo transporte de materiais entre laboratórios que realizam pesquisas relacionadas à Covid-19.

Segundo Ana Paula Fernandes, coordenadora da Rede Vírus em Diagnóstico, da Universidade Federal de Minas Gerais, "não é qualquer serviço de transporte que pode fazer com segurança, sem risco para o profissional que está transportando, sem risco para a população ou para o meio ambiente".

Ainda dentro da esfera do comércio eletrônico, o programa também traz uma novidade: os lockers, também chamados de armários inteligentes. Os primeiros já foram instalados no Paranoá, em Brasília.

A partir do momento em que a encomenda é deixada pelos Correios em um locker indicado pelo consumidor, há um prazo de 72 horas para retirá-la. "Além de ser uma tecnologia inovadora, tem o lado de inserção social. É 24 horas, funciona, vai estar num local seguro", explica Carlos Henrique Ribeiro, diretor de Operações dos Correios.

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