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MANCHETES

» 03/10/2019 - 22:00
Documentários inéditos gravados durante Mirada - Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos ganham destaque no SescTV

Os documentários inéditos Dramaturgia e Persistência da Memória, que integram a série De Onde Se Vê, composta por 10 documentários, com duração entre 13 e 15 minutos cada, serão exibidos no SescTV, nesta sexta-feira (04/10), às 20h30, com reapresentações em 5/10, sábado, a partir das 15h30; 6/10, domingo, a partir das 13h30; 7/10, segunda, a partir das 21h30; e 8/10, terça, a partir das 19h30.

Com roteiro e direção de Luiz R. Cabral e curadoria e entrevistas do crítico de teatro Welington Andrade, as produções foram gravadas na 5ª edição do Mirada - Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos 2018, realizado no litoral paulista pelo Sesc São Paulo.

No documentário Dramaturgia, diretores e dramaturgos discutem o teatro contemporâneo, onde a dramaturgia cria possibilidades sonoras, espaciais, cênicas e verbais. A dramaturga colombiana Juliana Reyes fala sobre a diferença entre a dramaturgia no teatro e na dança; e o também dramaturgo colombiano Gustavo Colombini comenta sobre o teatro latino-americano, que, para ele, nasce a partir de texto. Já o dramaturgo brasileiro Pedro Kosovski acredita que tudo que produz signo e algum tipo de significado é dramaturgia.

William Shakespeare é lembrado no episódio. Para a diretora peruana Chela de Ferrari, a generosidade do autor inglês possibilita ao diretor usar a profundidade de seus textos na vida. Já o diretor brasileiro Antunes Filho, que morreu em maio deste ano, conta que decidiu montar Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse (2018), atualmente em cartaz no Sesc Consolação, na capital paulista, e baseada em texto do francês Jean-Luc Lagarce, porque este cita frases, lances e construções de Shakespeare. “Isso me seduziu”, conclui Antunes.

Os entrevistados comentam, ainda, sobre o processo de construção de suas peças. A diretora brasileira Bia Lessa revela que procura fazer alguma coisa grande a partir de uma outra já existente, e assim foi com Grande Sertão - Veredas, que esteve em cartaz recentemente no Sesc Pompeia, em São Paulo. “Não tentei fazer o Grande Sertão de Guimarães Rosa”, afirma. O também brasileiro Leonardo Moreira argumenta que usou uma história de pessoa comum para criar o personagem Homero, da peça Odisseia.

Em sequência, no documentário A Persistência da Memória, a diretora peruana Chela Ferrari argumenta que o teatro é um espaço adequado para falar de memórias e que há uma relação entre o público e a obra, os atores e a história. Já a atriz e diretora portuguesa Joana Craveiro relembra como nasceu o espetáculo Um Museu Vivo de Memória Pequenas e Esquecidas, encenada pelo Teatro do Vestido, que narra a Revolução de 25 de abril de 1974, em Portugal.

O diretor brasileiro Vinícius Arneiro conta que o espetáculo Colônia, idealizado pelo ator Renato Libera, surgiu a partir do livro Holocausto Brasileiro, da Daniela Arbex. “Ele reúne histórias do Hospital Colônia de Barcelona, onde mais de 60 mil pessoas morreram”, esclarece e diz que para montar a peça, eles fizeram uma retrospectiva da história do Brasil.

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