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Divulgação - SescTV
 
MANCHETES

» 06/06/2019 - 20:19
Importância das mulheres Karajá e Huni Kuin na luta pela preservação de suas culturas ganha destaque no SescTV

O SescTV estreia mais duas produções brasileiras na programação Territórios Indígenas, que exibe filmes sobre diferentes etnias em diversas regiões do país. Diriti De Bdè Burè, dirigido por Silvana Beline, sobre as bonecas de barros feitas pela mestra ceramista Diriti Karajá, da aldeia Bdè Burè, localizada em Aruanã - GO; e Kene Yuxi, as Voltas do Kene, dirigido por Zezinho Yube, sobre os grafismos Kene, uma tradição entre as mulheres da etnia Huni Kuin, que habita a fronteira do Brasil com o Peru. Os documentários vão ao ar nesta sexta-feira (07/06), a partir das 23h.

O curta-metragem etnobiográfico Diriti De Bdè Burè apresenta a ritxoko (que quer dizer boneca em português), criada pela artesã Diriti Karajá. Para além de sua subsistência, a ceramista fabrica as bonecas Karajá a partir de peças de barro, como uma forma de preservação da cultura de seu povo. No documentário, Diriti segue em um barco, pelo Rio Araguaia, para mostrar o local de onde retira a terra utilizada para fazer as ritxoko. Segundo ela, não pode ser qualquer barro, pois há uma textura específica para que o produto fique bom.

O curta resgata imagens de diferentes épocas da vida de Diriti, como em sua juventude, quando modelava bonecas Karajá enquanto amentava seus filhos. Ele revela seu processo de criação e mostra que a arte é passada, pela ceramista, para as crianças de sua aldeia. O documentário foi idealizado durante o curso de Cinema e Audiovisual do Instituto Federal de Goiás.

Já na produção Kene Yuxi, As Voltas do Kene, o diretor Zezinho Yube resgata os grafismos Kene, pintados em corpos, tecelagens, cerâmicas, redes e cestarias. A arte estava um pouco esquecida, devido às influências da cultura dos não-indígenas, quando foi pesquisada pelo pai do cineasta, Joaquim Maná, que escreveu um livro sobre o tema em 2006, como trabalho de conclusão de sua graduação. “Eu resolvi aprofundar esta pesquisa e trabalhar na revitalização cultural do meu povo”, conta Yube.

Para tanto, o cineasta viajou com pessoas de sua família até a vila onde nasceu, à beira do Rio Jordão, no Acre, na tentativa de conversar com seus parentes mais velhos sobre o grafismo Kene, mas foram impedidos de entrar nas terras. Retornaram para a aldeia, onde promoveram uma oficina sobre a cultura e os grafismos Huni Kuin, na qual várias mestras repassaram a tradição aos mais jovens. O encontro resultou em um livro novo com fotos dos desenhos, que foi levado para outros Huni Kuin (moradores da região do Rio Purus e últimos a fazerem contatos com os não-indígenas) analisarem. Segundo a pesquisa do escritor Joaquim Maná, há 60 tipos de kene registrados.

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