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MANCHETES

» 05/01/2019 - 17:04
Fernanda Abreu fala sobre Lei Rouanet no "Mariana Godoy Entrevista"

Nesta sexta-feira (05/01), Mariana Godoy recebeu no primeiro Mariana Godoy Entrevista de 2019 a cantora e compositora Fernanda Abreu.

No palco do programa, a artista relembrou sua participação na banda Blitz no início dos anos 80 e falou sobre como o sucesso aconteceu de um jeito inesperado. “Uma banda que a gente não dava nada, ali, no Rio de Janeiro. (&) Ela surgiu de maneira despretensiosa e acabou sendo um estouro. Foi uma loucura, abriu portas para um monte de outras bandas da época, toda galera daquela geração do pop rock”, afirmou, mencionando Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Kid Abelha e Legião Urbana como exemplos.

Sucesso com a banda de rock brasileiro durante o fim do Regime Militar, Fernanda comentou sobre duas músicas do primeiro disco que foram censuradas. “Era uma bobagem, só porque tinha um palavrão leve, assim, na época. Foi um susto porque a gente acompanhou muito os anos 1970, todos os cantores e compositores tentando driblar a censura e os critérios eram muito loucos. Não fazia sentido, tudo eles achavam que podia ser subversivo”, disse.

Ainda sobre o assunto, Fernanda, que além de cantora é compositora, instrumentista e bailarina, afirmou que não há limites para a liberdade artística. “A arte é completamente livre e tem que ser. Ela trabalha com a subjetividade, ela é alma, não tem por que ter qualquer tipo de censura”, explicou. Ao ser questionada se palco é lugar de manifestação política, ela foi enfática: “O palco é o lugar do artista, então acho que ele tem liberdade para falar o que quiser e as pessoas tem liberdade para gostar ou não”.

Classificando a Lei Rouanet como fundamental, a artista lamentou que as pessoas muitas vezes não saibam como ela funciona e comentou sobre as empresas optarem por cantores de mais visibilidade. “É aí que eu acho que é ruim porque, na verdade, a lei deveria beneficiar novos talentos, de várias regiões do Brasil, porque fica um pouco mais concentrada no sudeste, em São Paulo e no Rio [de Janeiro]. Então acho que ela pode ser melhorada, aperfeiçoada, mas a gente não tem que demonizar a lei. É uma possibilidade do povo ter mais produção cultural”, finalizou Fernanda, que chegou a ter projetos aprovados, mas não conseguiu captar.

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