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Divulgação - RedeTV!
 
MANCHETES

» 02/01/2019 - 19:58
Hortência analisa maior popularidade das equipes masculinas no "Luciana By Night"

Hortência foi a primeira entrevistada de 2019 de Luciana Gimenez em seu talk show Luciana By Night, na RedeTV!.

A ex-atleta recordou sua trajetória, falou dos prêmios conquistados e abriu o jogo em relação à vida pessoal: filhos, hobbies e relacionamentos amorosos. “Joguei durante 20 anos, vesti a camisa com grande orgulho. Quando falei: Não quero mais, nunca mais entrei em uma quadra. Decidi e virei a página. Porque quem vive o negócio [a profissão] intensamente e de uma maneira profissional, não continuar da mesma maneira que era [no auge], não dá", afirmou.

“Sempre falo que o basquete me trouxe muitas alegrias. Conheci o mundo, ganhei dinheiro, tive meus filhos e pude dar a eles uma condição [de vida] bacana. Terminei de jogar devendo muito a ele”, completou em relação ao fim da carreira.

Eleita a melhor jogadora de todos os tempos em sua modalidade pela FIBA, Federação Internacional de Basquetebol, Hortência opinou sobre o papel ocupado pelas mulheres no esporte e a maior popularidade das equipes masculinas em comparação as femininas. “Nós [mulheres] começamos muito depois. Acho que a gente tem um espaço a ser conquistado e nós temos que conquistar com eficiência. Mostrar que nós temos o poder também (&) Não é brigando, é conquistando”, ressaltou.

Considerada uma das grandes responsáveis pelo título brasileiro no Mundial de 1994, a convidada foi surpreendida pela produção ao receber um Hall da Fama em sua homenagem. Durante o quadro, ela se deparou com fotos de momentos emocionantes que viveu e compartilhou com a apresentadora alguns desses episódios, como seu início no basquete ainda nas aulas de educação física do colégio. “Ela [a professora] me deu a bola e dois anos depois eu já era a titular da seleção brasileira adulta. Foi muito rápido, mas eu amava. O mais importante é você fazer aquilo que você gosta, porque se você faz isso, você nunca vai trabalhar na sua vida, vai estar se divertindo”, observou.

Hortência comentou ainda sua entrada no Hall da Fama dos Estados Unidos, que reúne um grupo seleto de esportistas considerados os melhores. “O Hall da Fama é a maior gratificação que um atleta individual pode receber. É onde elegem os maiores jogadores de basquete do mundo e eu fui a primeira brasileira a entrar, depois veio o Oscar [Schmidt]”, disse.

Como uma das escolhidas para carregar a Tocha Olímpica na abertura dos jogos do Rio em 2016, ela confessou qual foi sua maior dificuldade em realizar mais essa conquista no mundo esportivo. “É emocionante, óbvio. Estádio olímpico lotado, mas o mais difícil é não poder falar para ninguém que eu iria carregar a Tocha, um mês e meio sem contar. Eu não falei nem para os meus filhos, sofri muito [para guardar o segredo]”, desabafou.

Figura pública desde os 17 anos, a musa, hoje prestes a completar 60 e em ótima forma física, reafirmou a opção de não sair de casa nos dias em que não se sente disposta ou de bem com a vida: “Você é uma pessoa querida pelo público, se você sai de cara amarrada, de mau humor, não dá autógrafo, não tira foto. Para que? Fica em casa e se protege. A pessoa não tem relação com seu problema”, disse.

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