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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 14/04/2018 - 23:05
Especialistas discutem mercado audiovisual brasileiro no "Mídia em Foco"

A produção nacional de longas-metragens, séries e games aumentou consideravelmente nos últimos anos. Estimulado pelas políticas de fomento, o setor audiovisual brasileiro continuou crescendo mesmo em tempos de crise econômica.

Com um novo cenário político e econômico, qual será o futuro do mercado audiovisual no Brasil? Para responder a essa pergunta, o programa “Mídia em Foco”, apresentado pela jornalista Paula Abritta na TV Brasil recebe nesta segunda-feira (16/04), às 22h45, a diretora da Ancine, Débora Ivanov; o advogado Gilberto Toscano; e a jornalista Krishna Mahon, responsável pelo conteúdo de alguns canais de TV fechada.

A produção da emissora pública investiga diversos aspectos dessa indústria que, apesar da crise, continua em franca expansão no país e no exterior. Histórico, modelo de negócio, financiamento, exportação, mercado de games, produção regionais, questões de gênero e incentivo à participação feminina são algumas das perspectivas levantadas pelos convidados.

Especialista no setor audiovisual, o advogado Gilberto Toscano alerta que a produção nacional independente ainda está condicionada aos recursos públicos para concretizar os projetos. "Nosso audiovisual brasileiro independente continua em grande medida dependente de financiamento público", adverte.

O advogado sugere outros modelos de negócio. "O produtor não deve fazer uma associação automática entre querer produzir e financiamento público. Precisa olhar o financiamento de uma forma mais ampla, com uma gama de possibilidades. Pensar em financiamento privado como pré-venda, permuta e crowdfunding", enumera algumas oportunidades de negócio.

Os convidados também apontam para os novos caminhos do audiovisual. De acordo com Débora Ivanov, diretora da Ancine, o advento das novas tecnologias estimula o público a ficar mais exigente. "O audiovisual cresce independente da crise e no mundo inteiro. Os estudos apontam que a tendência do entretenimento é de crescimento Com a convergência das mídias, o consumidor, quer cada vez mais conteúdo e quer conteúdo original", destaca.

"O entretenimento é um setor em expansão. Em momentos de crise econômica, ele não é diretamente atingido porque tem um potencial reprimido muito grande em países com déficit de infraestrutura", completa Gilberto Toscano.

Já a jornalista Krishna Mahon, diretora de conteúdo dos canais History, A&E e Lifetime, reflete sobre o semento não só sob o prisma do trabalho autoral, mas também a partir da perspectiva do audiovisual como negócio.

"A gente está deixando de pensar só no autoral para olhar como negócio porque a gente é um negócio. O audiovisual, quanto mais você faz, assim como no esporte, melhor você fica naquilo", analisa.

Outro tema abordado pelos especialistas no programa da TV Brasil é o potencial de exportação das obras. Se por um lado a dramaturgia brasileira é referência, por outro o idioma é uma barreira. Essa inserção no mercado internacional pode ocorrer de várias formas. Uma delas é a participação nos grandes festivais.

A produção para o público infantil, incluindo os desenhos para televisão, merece atenção especial. "A animação tem uma vantagem. O conteúdo infantil é fácil dublar. São os produtos que mais circulam", explica Débora Ivanov.

A jornalista Krishna Mahon debate esse consumo. "Uma criança assiste zilhões de vezes o mesmo episódio e outra da mesma idade também vai consumir aquele conteúdo. Isso te dá uma possibilidade de licenciamento de boneco, caderno, mochila e tantos outros itens. Isso vira um negócio gigantesco", afirma.

Os especialistas que participam dessa edição do Mídia em Foco abordam também o estímulo à produção audiovisual das diversas regiões do país. "Sou mega a favor da descentralização", ressalta Krishna Mahon, diretora de conteúdo dos canais History, A&E e Lifetime.

"Vejo uma efervescência no Recife, o cone está cada vez mais forte, produtoras do Sul estão bombando com produções cada vez melhores. Que legal que o Fundo Setorial olhou para isso de outra forma e conseguiu adaptar de tal forma que o modelo de negócio fique mais atrativo para todos os players", completa.

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