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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 05/03/2018 - 20:47
"Recordar é TV" homenageia Tônia Carrero nesta terça na TV Brasil

Considerada uma das maiores intérpretes da dramaturgia brasileira, a atriz Tônia Carrero é a homenageada do programa Recordar é TV, que vai ao ar nesta terça-feira (06/03), às 22h45, na TV Brasil. Tônia morreu no sábado à noite (03/03), aos 95 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco durante uma cirurgia. O Recordar é TV exibe trechos da entrevista da atriz ao programa “Advogado do Diabo”, de 1986, comandado por Osvaldo Sargentelli, na extinta TV Educativa do Rio de Janeiro. 

O bate-papo teve a participação de personalidades como os escritores Affonso Romano de SantAnna e Lya Luft, além do ator e diretor Cecil Thiré, filho da atriz. Avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré, a atriz teve uma carreira consagrada, pontuada por interpretações inesquecíveis na telinha como a personagem Stella Fraga Simpson, na novela "Água Viva" (1980), de Gilberto Braga. Em sua trajetória artística, Tônia Carrero fez 54 peças, 19 filmes e 15 novelas.

A atriz se despediu das telonas em 2007 no papel de Alice no filme "Chega de Saudade", drama dirigido por Laís Bodansky. Tônia Carrero saiu de cena nos palcos no mesmo ano com o espetáculo “Um barco para o sonho”, peça dirigida pelo neto Carlos Thiré. Três anos antes, em 2004, ela interpretou Madame Berthe Legrand em sua última novela, "Senhora do Destino", trama escrita por Aguinaldo Silva.

Na entrevista a Sargentelli, em 1986, Tônia Carrero falou sobre técnica de interpretação e a relação ator-personagem. Comentou também preconceitos que sofreu na juventude. “Eu sofri muitos anos de um moralismo e uma estupidez social contra a mulher. Fui passando e fazendo aquilo que eu queria. Não me arrependo nada”, disse no segundo bloco do programa Advogado do Diabo.

Na entrevista, Tônia resgatou o início tardio de sua vida artística. Ela começou sua carreira em 1947 no filme "Querida Susana". O Grande Teatro Tupi marcou sua estreia na televisão com vários personagens a partir de 1952. Já nos palcos, a artista fez o espetáculo "Um Deus Dormiu Lá em Casa", peça em cartaz no ano de 1949.

"Já comecei a fazer teatro aos 27 anos. Foi muito tarde. Porque eu tinha que criar uma solidez", ponderou Tônia. “O tempo é pequeno para se deixar de ser amador. Uma vida é pouco para a gente conseguir observar o ser humano, imitá-lo, dissociá-lo e estilizá-lo para as plateias exigentes”, completou.

Durante a entrevista, Cecil Thiré perguntou o que ela destaca como traço familiar mais marcante em sua trajetória de vida. A alegria da relação entre mãe e filho foi destacada pela artista. “Mãe e filho podem se entrosar em vários trabalhos e realizações. O Cecil me indicou vários vícios que eu tinha no decorrer da minha carreira. Esse danado me observa desde os sete anos de idade. Ele vai ao teatro me olhar e me ver. É muito competente como diretor. Não tem ninguém tão ligado a mim dentro da minha profissão”, disse.   

Cecil Thiré também abordou a influência da artista na formação dos parentes no universo das artes. “Ela (Tônia Carrero) trouxe para a nossa família essa semente, a ideia de ser ator, de ser artística cênico. Eu sou, tenho uma irmã que não é filha dela, é Thiré, que também é, tenho um primo também Thiré. E agora uma neta dela que é atriz também, Luísa Thiré”, comentou o ator e diretor.

O Recordar é TV resgatou passagens marcantes da carreira da atriz, como a época da companhia teatral Tônia-Celi-Autran que formou junto com o diretor de teatro Adolfo Celi e o ator Paulo Autran, seu grande amigo.

Com uma beleza singular, Tônia Carrero foi questionada sobre as desvantagens de ser uma mulher bonita. "Não tem não. A desvantagem é que a gente vai ficando mais velha. Menos bonita, talvez. Ou mais bonita por dentro. É sempre bom. A beleza é bem-vinda. Eu nunca tenho certeza da beleza. Tem um lado negativo na vida da mulher superficial bonita. A mulher que leva tudo a sério é só uma sorte", afirmou.

A artista citou ainda grandes nomes que são até hoje referência na dramaturgia nacional. "Tenho a veleidade, justamente porque foi difícil, de ter participado de uma geração que abriu caminho para grandes atores que serão melhores do que nós certamente. Dulcina de Moraes foi uma grande precursora", rememorou Tônia.

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