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Divulgação CNN Brasil
 
MANCHETES

» 03/11/2026 - 22:42
Mari Maria e Taiz Campbell analisam pressão estética na era das redes sociais em Na Palma da Mari: Entre Mulheres

A influenciadora e empresária Mari Maria ganha destaque no próximo episódio de Na Palma da Mari: Entre Mulheres que vai ao ar no próximo sábado (07/11), às 22h45, na CNN Brasil. Sob o tema Pressão estética na era das redes sociais, Mari e a médica dermatologista Taiz Campbell discutem a busca por aceitação, o envelhecimento e os limites das intervenções estéticas.

Mari Maria relembra que o uso dos cosméticos começou na infância como uma tentativa de se proteger do preconceito dos colegas. “Eu comecei a me maquiar muito cedo por conta das minhas sardas, para me sentir melhor com os meus coleguinhas. A maquiagem entrou num lugar muito especial na minha vida porque me ajudou a me conectar e fez as pessoas pararem de observar uma coisa que me incomodava quando eu era nova”, explica a empresária, revelando que, ao migrar para a internet, ainda temia as críticas. “Quando fui para a internet, eu não tinha coragem de aparecer sem base. Estava sempre bem rebocada nos primeiros vídeos, porque era uma dor que me acompanhava desde a infância. Eu pensava: Se na escola era assim, imagina se eu me expuser para mais pessoas”, observa.

A virada de chave aconteceu quando ela decidiu mostrar o rosto limpo publicamente pela primeira vez. “O primeiro vídeo que eu fiz totalmente sem maquiagem, com a minha pele aparecendo, viralizou positiva e negativamente. Tinha gente falando: Nossa, que pele feia, Coitada, o marido dorme com uma mulher e acorda com outra. E, do outro lado, pessoas falando: Ela não precisa de maquiagem, ela é muito linda assim. Eu sempre faço esse exercício de olhar para o lado positivo e fui me alimentando desses comentários”, relata.

A partir disso, transformou sua rotina em aceitação. “Eu comecei a tirar um pouco a maquiagem da pele e usar a maquiagem realçando as minhas sardas. Foi o exercício que eu precisava para aprender a me amar mesmo, de me olhar olho no olho. Esse olho no olho que a maquiagem e o skincare trazem, de você se olhar, se contornar e se valorizar, faz você se amar de várias outras formas. Eu chamo de exercício do autoamor”, comenta.

A dermatologista Dra. Taiz Campbell analisa que a pressão estética atinge um público cada vez mais jovem, impulsionada pelas plataformas digitais. “A gente já via a pressão dos amiguinhos, mas agora tem também toda essa pressão das redes sociais. Chegam meninas muito novas querendo um skincare com passo a passo e querendo mudar características pessoais. A gente precisa ir desconstruindo desde novinha, entender primeiro o lado de se amar do jeito que é e guardar algumas escolhas para o momento adequado”, pontua. Ela ressalta ainda que traços individuais não devem ser padronizados. “100% das pessoas têm assimetrias no rosto. Às vezes, meninas muito novas chegam querendo deixar tudo exatamente igual. Mas exatamente igual pode ficar parecendo um boneco. Essa assimetria é o que dá o nosso borogodó, o nosso molho, o nosso charme”, acredita.

Sobre o envelhecimento e as expectativas criadas no consultório, Taiz destaca a importância de manter a naturalidade e aceitar a passagem do tempo. “Não pode existir uma coisa desequilibrada de a pessoa não aceitar o envelhecer. Eu falo que a gente só tem duas opções: ou a gente está envelhecendo ou é porque morreu. Eu prefiro envelhecer, mas envelhecer bem, se gostando”, declara a dermatologista.

Ela complementa que costuma alinhar as expectativas com suas pacientes. “Quando chega uma paciente de 50, 60 anos querendo ter o rosto de uma menina de 20, eu já alinho: A gente vai ter 50 com carinha de 50, mas com uma cara de que está cuidada. Eu mesma tenho 42 anos e tenho ruguinhas. A medicina até conseguiria esticar tudo, mas ficaria bonito? A gente precisa conservar coisas que mostram que aquilo é natural e real”, conclui.

Mari Maria destaca que os hábitos de cuidado pessoal refletiram diretamente em sua postura de liderança nos negócios. “Eu acho que pessoas confiantes dão menos trabalho para a sociedade. A autoconfiança é algo que tem que ser trabalhado para as pessoas não criarem problemas maiores. Quando a gente fala de autoconfiança e autocuidado, são camadas muito mais profundas do que o superficial. (...) A disciplina, não só com maquiagem, skincare e autocuidado, me fez entender mais quem eu sou como gestora e como empresária. Tudo isso faz com que você consiga performar muito melhor em outras frentes. Quando a gente chama isso de superficial, desqualifica a transformação que aquele hábito pode fazer na vida da pessoa”, ressalta.

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