Nesta terça-feira (06/10), às 22h30, pela TV Cultura, Marcelo
Tas recebe, no Provoca, o chef de cozinha francês Emmanuel Bassoleil. No
bate-papo, ele relembra o início da carreira, o período em que ficou distante
dos pais, sua vinda ao Brasil, o encontro com Claude Troisgros e o que aprendeu
vivendo no país.
Bassoleil revela no programa que, quando decidiu ser
cozinheiro, ficou cinco anos sem ver o pai. “Meu pai quis que eu continuasse a
profissão dele, mas eu falei: não quero, quero ir embora, eu quero ser
cozinheiro (...) Meu pai falou: você vai ser cozinheiro? Eu falei: sim. Então,
você se vira. E com 15 para 16 anos, dia 17 de agosto de 1977, saí, meu pai me
levou em um restaurante a 80 km da minha cidade, onde nasci, e me deixou lá. E,
a partir daí, fiquei cinco anos sem voltar na casa dos meus pais”, afirma.
Mais tarde, quando trabalhava em um navio, Emmanuel conta que
conheceu a brasileira Virgínia, por quem se apaixonou e que foi um dos motivos
que o levaram ao Brasil. “A gente deu uma volta ao mundo no navio, e, em outro
tempo, eu tinha trabalhado para a família Troisgros, eu sabia que o Claude
Troisgros tinha vindo para o Brasil (...) terminei meu contrato no navio e vim
para cá encontrar minha mulher naquela época, em busca de um trabalho (...)
Claude me fez uma proposta de trabalho irrecusável e eu acabei aceitando”,
conta.
Vivendo no Brasil, o chef diz que aprendeu a ser mais
flexível e comunicativo e que o jeito brasileiro o conquistou. “O abraço das
pessoas, o carinho do brasileiro, isso que me motivou, por isso estou aqui até
hoje, 40 anos depois, com os altos e baixos da minha vida. O país é lindo, mas
as coisas mais lindas são os brasileiros, pela forma como você é recebido,
acolhido, acho que isso é o berço de todas essas coisas”, revela.