O Globo Repórter desta sexta-feira (25/09) destaca as
histórias de brasileiros de diferentes idades para entender como as gerações
ajudam a explicar mudanças que atravessam décadas da vida do país. As
reportagens são de Graziela Azevedo.
Nascido e criado na Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, Raphael
Vicente ficou conhecido por produzir vídeos de humor com a família. O carioca
começou a ganhar projeção nas redes sociais em 2020 e hoje soma mais de 4
milhões de seguidores. Entre danças, vídeos, sonhos compartilhados e brincadeiras,
a avó Maria Antônia, a filha Lucilene, a neta Lau e os jovens Raphael e Maria
Eduarda revelam como cada geração enfrentou desafios distintos, mas manteve
laços de afeto que atravessam o tempo.
A trajetória da família também expõe as transformações na
educação, no mercado de trabalho e nas oportunidades de ascensão social ao
longo das décadas. Raphael reconhece o legado recebido: “A gente é o que é hoje
por conta de toda a nossa criação. Elas tiveram que correr para a gente andar”.
O programa mostra como surgiram as classificações que reúnem
gerações como baby boomers, X, millennials, Z e Alfa. Especialistas explicam
que elas ajudam a compreender como acontecimentos históricos, mudanças
econômicas e avanços tecnológicos moldaram comportamentos, valores e
expectativas ao longo do tempo.
As diferenças também aparecem na linguagem. Com a ajuda de
especialistas e adolescentes da geração Z, Graziela Azevedo explora o universo
das gírias que nascem e se espalham pelas redes sociais em ritmo cada vez mais
acelerado. “A gíria é uma senha de pertencimento”, explica a psicóloga Paloma
Garcia. A reportagem compara expressões atuais com termos populares de outras
épocas e mostra como a linguagem funciona como uma forma de identificação entre
diferentes grupos.
Três mulheres da mesma família ajudam a ilustrar as mudanças
no papel feminino ao longo das gerações. Maria Paiva, uma baby boomer que se
casou aos 17 anos, divide experiências com a filha Lilian, da geração X, e a
neta Carol, da geração Z. Entre conversas sobre casamento, carreira,
independência financeira, maternidade, relacionamentos e padrões de
comportamento, as três refletem sobre conquistas, desafios e aprendizados
compartilhados entre gerações.
O ‘Globo Repórter’ também acompanha famílias que ajudam a
compreender transformações demográficas importantes do Brasil, como a redução
do número de filhos por mulher e as mudanças na percepção sobre o
envelhecimento. Mulheres que antes eram associadas quase exclusivamente ao
papel de avós e cuidadoras agora reinventam essa fase da vida. É o caso de
Vilma Souza, que criou a filha sozinha e hoje, aos 64 anos, se prioriza.
A atração destaca que, em São Carlos, um projeto
universitário aproxima idosos e crianças da geração Alfa para estimular a
convivência entre diferentes faixas etárias e combater preconceitos
relacionados à idade. O programa também investiga os impactos das
transformações no mundo do trabalho. Rafaella Russo, de 26 anos, é uma
representante da geração Z que trocou o curso de Direito pelo empreendedorismo
na moda e agora vive as dúvidas e possibilidades de um mercado cada vez mais
dinâmico.
Já o humorista Júnior Chicó, da geração millennial, relembra
a decisão de abandonar uma carreira estável para viver da comédia. “Aos 30
anos, recomeçar uma parada dessas parecia loucura”, reconhece. Hoje, ele vê sua
trajetória como reflexo de uma geração que passou a buscar mais sentido e
realização nas escolhas profissionais.
O ‘Globo Repórter’ vai ao ar na TV Globo, logo após ‘Quem Ama
Cuida’.