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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 22/09/2026 - 17:52
Criaturas do Grande Azul estreia na TV Brasil nesta terça

A produção documental Criaturas do Grande Azul é uma das novas atrações da faixa dos conteúdos de natureza na programação da TV Brasil. O seriado estreia nesta terça-feira (22/09), às 21h30, com foco na fauna que dá vida aos oceanos. O conteúdo também pode ser acompanhado em horário alternativo com janela aos domingos, às 20h30.

Com seis episódios, Criaturas do Grande Azul desvenda o mundo selvagem dos oceanos Pacífico e Antártico. O programa viaja das Ilhas Cook até a orla antártica para revelar animais singulares ao longo da jornada, como minúsculos argonautas, raias-manta gigantes e enormes baleias jubarte.

Na edição de estreia, a série Criaturas do Grande Azul vai até as Ilhas Snares, um arquipélago de pequenas formações desabitadas na costa da Nova Zelândia. A atração mostra animais típicos da região como pinguins, leões-marinhos e aves da espécie pardela-escura que fazem ninho na densa copa das árvores.

Escondida nas profundezas do Oceano Antártico, uma cidadela de granito que raramente sentiu o passo humano é um dos desertos insulares mais intocados que restam no planeta. A cada verão, milhões de aves marinhas convergem para a região para o ciclo reprodutivo nessa época do ano.

Os pinguins da espécie local são encontrados apenas neste aglomerado de ilhas. Mais de 50 mil se reúnem nas Snares ao longo do verão, lutando contra as ondas massivas do Oceano Antártico para chegar à costa. Eles percorrem uma jornada de 15 mil quilômetros para alcançar o arquipélago.

No interior das ilhas, eles encontram seus parceiros e criam seus filhotes em uma corrida frenética para aproveitar o curto verão subantártico. Durante o caminho de ida e volta para o mar, eles são caçados por pássaros predadores de grande porte, que têm como alvo os pinguins mais jovens e vulneráveis.

Ao anoitecer, o tom do céu acima do arquipélago fica negro com a passagem de uma revoada dessas aves marinhas que chegam do oceano. Pardelas-escuras se reúnem aos milhões, fazendo suas tocas no solo macio e turfoso das ilhas.

No dia, ao amanhecer, esses pássaros partem novamente, seguindo antigas rotas de aves pela floresta. Esses percursos terminam em pontos de salto na copa da floresta, de onde bandos de pardelas fluem em direção ao mar para a alimentação diária, aproveitando os cardumes de krill que viajam nas correntes.

Leões-marinhos da Nova Zelândia sobem regularmente nas Ilhas Snares para descansar. Para eles, essa região é um santuário pacífico, longe do caos e da violência das colônias de reprodução localizadas mais ao sul.

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