O programa CNN Esportes S/A deste domingo (13/09), às 21h15,
na CNN Brasil, traz uma análise sobre os rumos do futebol nacional ao reunir
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, e Rodrigo Caetano, diretor de
seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
No centro da pauta estão o planejamento tático e o
gerenciamento administrativo para o novo ciclo de trabalho, pautados pela
oxigenação do elenco com jovens promessas.
Classificando a recente campanha na Copa do Mundo como uma
"decepção", Ancelotti foi categórico sobre a necessidade de ajustes
imediatos e sustentáveis para recolocar o Brasil no topo da modalidade. "Eu
acho que o Brasil tem que estar entre as melhores seleções do mundo. Não fomos
capazes de estar, e por isso temos que melhorar nosso trabalho para sermos
melhores na próxima Copa do Mundo", declarou o treinador.
Ao comentar sobre a mudança de perfil nas futuras
convocações, o técnico italiano apontou a renovação geracional como prioridade
da comissão técnica a partir dos próximos amistosos. "Eu acho que temos
que fazer passo a passo. Agora, este primeiro jogo, depois a Copa do Mundo, que
são amistosos, temos que pensar em mirar os jovens que podem estar no futuro,
os jovens de 2004, 2005, 2006. Temos jovens de 2008 com muita qualidade, que
não estão ainda jogando, mas que podem jogar. Agora é o momento de olhar para
isso, tendo em conta e respeitando também a idade. É verdade que um jogador
pode atuar muito bem também quando tem 36, 37 anos. É agora o momento para priorizar,
pensamos, os jovens", frisa.
O programa aborda também o momento do atacante Neymar, cujo
ciclo na Seleção foi oficialmente encerrado após o próprio atleta confirmar a
intenção de não retornar à equipe. Na entrevista, Ancelotti exaltou o ex-camisa
10: "O Neymar não se pode substituir porque foi um talento extraordinário
e único. Então, um jogador irrepetível".
Além disso, o comandante indicou os perfis de meio-campistas
que busca para a Seleção e fez um diagnóstico sobre o futebol de seu país
natal, analisando os motivos que afastaram a tetracampeã Itália dos últimos
Mundiais.
Do ponto de vista estrutural e de gestão, Rodrigo Caetano
ofereceu um panorama sobre os bastidores da CBF e as oscilações do período
pré-Mundial. "Nosso ciclo passado esteve longe do ideal, em todos os
sentidos... interrupções... Nós tivemos mudança de presidente, inúmeras
mudanças de técnicos. A Seleção ficou praticamente dois anos sem
coordenador", avaliou Caetano.
"Fomos eliminados de forma precoce. Não adianta
justificar essas mudanças como fator único do nosso insucesso. Aprendemos
bastante com isso. Nós vamos repetir situações que aplicamos, principalmente a
de enfrentar seleções das mais diversas escolas. A gente enfrentou isso na Copa
do Mundo, a gente previu essa caminhada. Mas é de nosso interesse chegarmos em
2028, na Copa América, e 2030, com uma base de uma Seleção mais pronta, montada,
forte, entrosada, porque vamos ter tempo para isso", conclui.