NEWSLETTER
Cadastre seu e-mail:

 
MANCHETES

» 15/08/2026 - 22:53
Rodrigo Vidigal: Presidente da Motorola Brasil revela entraves para exportação de smartphone no É Negócio

Em entrevista ao programa É Negócio, que irá ao ar neste domingo (16/08), às 20h45, na CNN Brasil, o presidente da Motorola Brasil, Rodrigo Vidigal, afirma que os impostos representam cerca de 40% do preço dos smartphones no país, dificultando as exportações.

 “Nós temos duas fábricas espetaculares: uma em Jaguariúna e outra em Manaus. Moderníssimas, de primeiro mundo. São fábricas impressionantes do ponto de vista de produtividade e de qualidade”, afirma. Ele completa que “o nosso nível de produtividade é tão alto quanto o de qualquer outra fábrica da Motorola no mundo”.

No entanto, o peso dos impostos locais barra a expansão no continente. “Hoje, eu consigo atender o Brasil, mas não consigo exportar, porque o produto brasileiro é muito pouco competitivo para exportação pela carga tributária. A carga tributária inviabiliza a exportação”, lamenta Vidigal.

Ele ilustra a distorção tributária na prática: “É mais barato para o consumidor do Chile receber um produto da Motorola que vem da China do que o meu, que estou aqui do lado”. Caso o Custo Brasil fosse equacionado e permitisse à companhia exercer sua capacidade plena, a produção nacional daria um salto expressivo. “Se a gente produz hoje mais ou menos 11, 12 milhões, a gente poderia ir para 20 milhões [de unidades]”, afirma, ampliando o atendimento ao mercado latino-americano.

O executivo também aponta o mercado informal como um dos principais gargalos para o setor. O contrabando, que hoje representa quase 20% das vendas no país, migrou de ambientes físicos para o ecossistema digital. “Com os marketplaces, esse camelódromo subiu para a internet, para o e-commerce. Você pode comprar um produto na sua casa, muitas vezes sem saber que é um produto oriundo de contrabando, porque está comprando em uma plataforma que você confia”, detalha.

Vidigal defende a responsabilização das plataformas e estima o impacto positivo de um mercado formalizado para a companhia. “A gente venderia mais uns 10%, 15% a mais”, o que, segundo ele, resultaria diretamente em “mais emprego, mais geração de impostos, mais P&D para o país”.

Outro diferencial analisado pelo executivo é o perfil de consumo local. Para Vidigal, o brasileiro prioriza a estética e o design em relação aos aspectos estritamente técnicos. Para atender a essa demanda focada em design e inovação local, a companhia mantém cerca de 1.200 engenheiros em território nacional focados em pesquisa e desenvolvimento. A operação brasileira é peça-chave na estratégia global da marca. “O mercado brasileiro tem mais ou menos uma venda de 35 milhões de smartphones por ano, em média. A gente tem um terço disso”, explica Vidigal, o que assegura à marca o “segundo lugar” isolado no ranking de vendas do país.

O programa “É Negócio”, uma parceria do NeoFeed com a CNN Brasil, ganha reprise às quartas-feiras, às 19h15, no CNN Money.

HOME         MANCHETES        BLOG FABIOTV       CONTATO        PUBLICIDADE

2007 - 2026  fabiotv.com.br - Todos os direitos reservados.