Neste domingo (19/07), a final da Copa do Mundo FIFA 2026
definirá se a Argentina conquistará o tetracampeonato ou se a Espanha levantará
a taça pela segunda vez. Aos 75 anos, Galvão Bueno fará sua última narração em
um Mundial, encerrando uma trajetória iniciada há 52 anos e construída ao longo
de 14 edições consecutivas da competição. O palco dessa despedida será a transmissão
do SBT e da N Sports.
A final deste domingo será o 154º jogo narrado por Galvão
Bueno em Copas do Mundo. Será também sua 11ª final de Mundial, marca iniciada
em 1978 e que atravessou quase cinco décadas de decisões.
Sua relação com a Copa do Mundo começou em 1974, quando
participou pela primeira vez da cobertura do torneio. Quatro anos depois, viveu
sua primeira final. Em 1986, narrou pela primeira vez uma partida da Seleção
Brasileira em Mundiais, na vitória sobre a Argélia, iniciando uma trajetória
que o transformaria na principal voz das campanhas brasileiras nas décadas
seguintes.
Ao longo de sua história em Copas, Galvão narrou 58 partidas
da Seleção Brasileira, com 39 vitórias, nove empates e dez derrotas. Foram 104
gols do Brasil narrados por sua voz, média de 1,79 gol por duelo. Entre todos
os brasileiros, Ronaldo Nazário foi quem mais balançou as redes sob sua
narração em Mundiais: 15 vezes, entre as Copas de 1998 e 2006.
Durante o torneio, Galvão Bueno foi oficialmente reconhecido
pelo Guinness World Records, o Livro dos Recordes, como o profissional que mais
narrou jogos de Copa do Mundo ao vivo na história da televisão. A homenagem foi
entregue quando o narrador alcançou a marca de 148 partidas, número que
continuou crescendo ao longo da competição até chegar aos 154 jogos com a
decisão deste domingo.
Na vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre a Escócia,
Galvão ultrapassou a barreira dos 100 gols do Brasil narrados em Copas do
Mundo. O gol histórico foi marcado por Vinícius Júnior. Como homenagem, o
narrador entregou ao atacante uma placa comemorativa pelo gol centenário. Em
troca, recebeu uma camisa da Seleção Brasileira autografada pelo camisa 7 com o
número 100, eternizando o momento.
O levantamento que consolida a trajetória de Galvão em Copas
considera todas as emissoras pelas quais passou ao longo da carreira: TV
Gazeta, em 1974; Bandeirantes, em 1978; Globo, entre 1982 e 2022; e, agora, SBT
e N Sports.