Nesta terça-feira (16/6), Marcelo Tas recebeu a navegadora
Tamara Klink no Provoca.
Durante a atração da TV Cultura, a jovem falou sobre os desafios
de passar meses sozinha no Polo Norte e refletiu sobre sua relação com a
solidão. “Acho que tem várias fases da amizade com a nossa solidão. No início,
ela era muito barulhenta”, afirmou.
A navegadora também abordou os impactos do aquecimento global
observados durante suas expedições. Ao comentar as temperaturas cada vez mais
altas, ela alertou: “O Ártico está aquecendo três vezes mais rápido do que o
resto do planeta, então as intensidades são maiores e a gente tem dados que
mostram isso. É claro que é um assunto que a gente gostaria de não ter que
abordar e muitas vezes ele é omitido, mas a gente não pode mais ignorar todos
os dados”.
Outro tema da conversa foi a experiência de viajar sozinha
sendo mulher. Ao comparar a vida em alto-mar com a realidade das cidades,
Tamara destacou o sentimento de liberdade encontrado no isolamento. “Quando a
gente tem a chance de viver num lugar onde está só, a gente não é mais definido
pelo nosso gênero”, disse.
Ao final, Tas perguntou “O que é a vida?” e Tamara respondeu:
“A vida é uma palavra curta. E a última letra dessa palavra, vida, é a primeira
do alfabeto. Para mim, essa era a graça: chegar no final e descobrir o sentido
do ponto de partida”.