Giovana Fagundes é a convidada de Marcelo Tas no Provoca
desta terça-feira (02/06), às 22h30, na TV Cultura. A comediante fala sobre
como transformou temas ligados à masculinidade e ao universo red pill em
material para o palco e reflete sobre o humor como ferramenta de crítica e
transformação.
Ao comentar o repertório que ganhou espaço nas redes e nos
shows, Giovana conta que gosta de provocar e de inverter lógicas historicamente
marcadas por desigualdade. “Eu sou uma pessoa que eu cutuco na ferida. Eu gosto
de fazer dentro da comédia uma inversão desses papéis”, diz. A artista também
observa as mudanças no stand-up e destaca uma cena mais diversa, com diferentes
perfis de humoristas e públicos que passaram a se reconhecer nesse formato. “Agora
eu estou vendo mulheres, pretos, gays, outros perfis, outras pessoas, falando
coisas que eu me identifico”, frisa.
Giovana também analisa o crescimento dos red pills e a forma
como esse movimento reforça determinados padrões de masculinidade e poder. “Esses
homens que precisam se provar nesse extremo do lado do macho, do homem, precisa
se provar o viril, o alfa”, comenta. O papo segue para os relacionamentos e a
não monogamia, assunto que ela enxerga também por uma perspectiva política e
social. “Não é melhor, é diferente”, resume.
Giovana fala ainda sobre maternidade e diz que prefere não
tratar o tema como uma decisão definitiva neste momento. “Eu não tenho nada
definido sobre quero ser mãe ou não quero ser mãe”, afirma. A possibilidade de adotar
também aparece como um caminho possível. “Se fizer sentido, no momento que
fizer, eu terei”, conclui.