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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 25/05/2026 - 17:51
Daniel Filho ganha tributo em especial do Sem Censura nesta segunda

O ator, produtor, diretor e cineasta Daniel Filho é celebrado na edição do Sem Censura nesta segunda-feira (25/05), em seu horário alternativo das 23h30, na TV Brasil. Durante o programa, o veterano de 88 anos fala sobre a sua trajetória artística na entrevista para a apresentadora Cissa Guimarães.

A bancada conta com a participação da atriz, escritora e diretora Maria Ribeiro e da figurinista Marília Carneiro. O debatedor é o jornalista e produtor de conteúdo Muka.

Durante a conversa, Daniel Filho afirma que gosta de ser desafiado e colocado contra a parede na sabatina. Ele comenta diversas passagens dos bastidores da televisão e da sétima arte. Também recorda o seu começo no circo e a influência dos pais em seu interesse pela cultura.

No decorrer do papo, o ator e diretor analisa a revolução estética da televisão que marcou época com um padrão de qualidade.

Daniel Filho também destaca as parcerias com Boni e menciona produções que fizeram história como a primeira versão do seriado "A Grande Família" (1972-1975). Ele ressalta a importância de Vianinha para a realização do sitcom que reunia Jorge Dória, Brandão Filho e Heloísa Mafalda.

Ele também conta as origens e várias curiosidades sobre o programa "TV Pirata" (1988-1992) e as séries "Malu Mulher" (1979-1980), "Armação Ilimitada" (1985-1988), "Confissões de Adolescente" (1994-1996) e "Sai de Baixo" (1996-2002).

O diretor reflete sobre como esses conteúdos foram de vanguarda. "Armação Ilimitada era uma velocidade enorme. Lembro que o Artur da Távola escreveu em uma crítica que só foi conseguir entender o seriado um ano depois", afirma.

Daniel Filho também conta a ideia original para o "Sai de Baixo" com Hebe Camargo, Ronald Golias, Arlete Salles e Fúlvio Stefanini no elenco. Também destaca os nomes dos astros que entraram em cena para fazer o seriado.

"Era muito importante esquentar a plateia. Ela é o grande personagem. Fiz questão de gravar em São Paulo. Sonorizei o Teatro Procópio Ferreira. O riso está na frente da voz. Precisava ter a real gargalhada e aplauso. O Miguel Falabella não via o figurino que a Aracy [Balabanian] ia usar. Era genuíno, um improviso fantástico. Apresentei projetos de A Vida como Ela é e de Sai de Baixo para o Silvio Santos no SBT. Levei pessoalmente", recorda.

As produções dos cinemas também rendem assunto. "Você dirige um filme quando você escala: 90% é escalação. Se escalou direito, não tem erro", define Daniel Filho que relata algumas dessas experiências. "Quando eu escalei Glória Pires e Tony Ramos para fazer Se eu Fosse Você, as pessoas ficaram nervosas. Ele era uma piada atrás da outra na coxia", revela.

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