O ator, produtor, diretor e cineasta Daniel Filho é
celebrado na edição do Sem Censura nesta segunda-feira (25/05), em seu horário
alternativo das 23h30, na TV Brasil. Durante o programa, o veterano de 88 anos
fala sobre a sua trajetória artística na entrevista para a apresentadora Cissa
Guimarães.
A bancada conta com a participação da atriz, escritora e
diretora Maria Ribeiro e da figurinista Marília Carneiro. O debatedor é o
jornalista e produtor de conteúdo Muka.
Durante a conversa, Daniel Filho afirma que gosta de ser
desafiado e colocado contra a parede na sabatina. Ele comenta diversas
passagens dos bastidores da televisão e da sétima arte. Também recorda o seu
começo no circo e a influência dos pais em seu interesse pela cultura.
No decorrer do papo, o ator e diretor analisa a revolução
estética da televisão que marcou época com um padrão de qualidade.
Daniel Filho também destaca as parcerias com Boni e menciona
produções que fizeram história como a primeira versão do seriado "A Grande
Família" (1972-1975). Ele ressalta a importância de Vianinha para a
realização do sitcom que reunia Jorge Dória, Brandão Filho e Heloísa Mafalda.
Ele também conta as origens e várias curiosidades sobre o
programa "TV Pirata" (1988-1992) e as séries "Malu Mulher"
(1979-1980), "Armação Ilimitada" (1985-1988), "Confissões de
Adolescente" (1994-1996) e "Sai de Baixo" (1996-2002).
O diretor reflete sobre como esses conteúdos foram de
vanguarda. "Armação Ilimitada era uma velocidade enorme. Lembro que o
Artur da Távola escreveu em uma crítica que só foi conseguir entender o seriado
um ano depois", afirma.
Daniel Filho também conta a ideia original para o "Sai
de Baixo" com Hebe Camargo, Ronald Golias, Arlete Salles e Fúlvio
Stefanini no elenco. Também destaca os nomes dos astros que entraram em cena
para fazer o seriado.
"Era muito importante esquentar a plateia. Ela é o
grande personagem. Fiz questão de gravar em São Paulo. Sonorizei o Teatro
Procópio Ferreira. O riso está na frente da voz. Precisava ter a real
gargalhada e aplauso. O Miguel Falabella não via o figurino que a Aracy
[Balabanian] ia usar. Era genuíno, um improviso fantástico. Apresentei projetos
de A Vida como Ela é e de Sai de Baixo para o Silvio Santos no SBT. Levei
pessoalmente", recorda.
As produções dos cinemas também rendem assunto. "Você
dirige um filme quando você escala: 90% é escalação. Se escalou direito, não
tem erro", define Daniel Filho que relata algumas dessas experiências.
"Quando eu escalei Glória Pires e Tony Ramos para fazer Se eu Fosse
Você, as pessoas ficaram nervosas. Ele era uma piada atrás da outra na
coxia", revela.