Nesta terça-feira (05/05), às 22h30, na TV Cultura, Provoca
recebe a atriz e escritora Bruna Lombardi. Com apresentação de Marcelo Tas, a
edição inédita traz reflexões sobre poder, escrita e o papel do amor em tempos
de endurecimento social.
Bruna revisita sua trajetória na literatura e relembra
encontros marcantes, como a amizade com o poeta Mario Quintana. Ao falar sobre
seu processo criativo, ela destaca que a escrita sempre foi uma forma de
organização interna diante de experiências intensas.
“Como era muito forte a experiência, muito, muito intensa,
para não enlouquecer, literalmente, eu comecei a fazer um diário”, conta, ao
comentar o livro Diário do Grande Sertão, inspirado em sua vivência no sertão
durante as gravações de Grande Sertão: Veredas.
A artista relembra a entrevista que fez com Donald Trump,
antes de sua entrada na política. “A primeira impressão dele é que ele adorava
o poder e que se sentia dono da situação”, diz. Bruna também recorda uma
pergunta que fez ao empresário na época: se ele gostaria de ser presidente dos
Estados Unidos. “E ele falou assim: ‘Não, eu nunca pensei nisso’”, relembra.
Bruna também reflete sobre dores, injustiças e a forma como
esses sentimentos atravessam sua vida e sua obra. “Não é que é uma dorzinha
superficial, não. É uma dor inteira. Me dói o racismo, me dói a misoginia, me
dói a homofobia, mas me dói, me dói, me dói”, afirma.
Outro ponto da entrevista surge quando o assunto é amor. “Só
tem uma palavra para responder isso: amor”, diz, ao ser questionada sobre como
criar os filhos. Para ela, o sentimento também é um caminho de resistência. “A
única coisa que é antídoto é o amor, a compreensão, a escuta, a arte”, observa.