O ‘Especial LED Globo’ chega à TV Globo nesta quarta-feira
(01/04), após o ‘BBB26’. Pelo segundo ano, a apresentadora Eliana conduz o
programa contando histórias inspiradoras de seis projetos vencedores do Prêmio
LED Globo que destaca projetos na área da educação.
Em 2026, além de apresentar as histórias de cada vencedor, o
‘Especial LED Globo’ vai virar palco de apresentações musicais. Mari Fernandez
homenageia os vencedores da categoria Estudantes com a música ‘Um lugar ao
Sol’, do grupo Charlie Brown Jr. Para marcar os ganhadores da categoria
Empreendedor, Rael apresenta a música ‘Tá Escrito’, do grupo Revelação. Já a
cantora Manu Bahtidão celebra os vencedores da categoria Educadores
interpretando a música ‘Tocando em Frente’, de Almir Sater.
Os projetos vencedores do Prêmio LED Globo foram selecionais
entre mais de 2300 iniciativas inscritas, divididas nas categorias Estudantes,
Educadores e Empreendedores, e partilham o prêmio total de R$ 1,2 milhão.
Após a exibição do ‘Especial LED Globo’, será aberta a
categoria de Voto Popular, no site do Movimento LED movimentoled.com.br, para
escolha da sétima iniciativa vencedora de 2026, que vai ganhar R$ 100 mil. O
resultado será anunciado no dia 8 de abril, no ‘Encontro com Patrícia Poeta’.
Com direção artística de Patrícia Carvalho, supervisão
artística de Bianca Lopes, produção de Natália Dumas, produção executiva de
Fernanda Neves e direção de gênero de Claudio Marques, o programa revela os
seis vencedores do Prêmio LED Globo 2026, iniciativa da Globo e da Fundação
Roberto Marinho que reconhece práticas educacionais inovadoras, com patrocínio
da Fundação Bradesco. O especial será reexibido nos dias 12 de abril, às 22h15,
e 14/04, às 14h, no GNT, e nos dias 13/04, às 21h30, e 19/04, às 13h, no Canal
Futura.
Projetos ganhadores
Categoria Empreendedor
O projeto Laboratório de Criação em Cultura, de Selene Maria
Rocha, de Fortaleza (CE), é um programa que atua na formação em alimentação,
integrando educação, pesquisa e inovação social. O LAB reúne jovens,
agricultores, povos tradicionais e produtores para qualificar produtos e
tecnologias sociais. A iniciativa é conduzida em parceria com o Instituto
Dragão do Mar e o objetivo é formar protagonistas e fortalecer uma cultura
alimentar local e sustentável.
Em São Paulo, a iniciativa Maracatu Sensorial, de Irton Mário
Silva, foi desenvolvida pelo Instituto Som da Pele a partir das demandas de
estudantes surdos por protagonismo musical. O projeto criou a metodologia
MusiLibras, que traduz ritmo em estímulos visuais por meio do Metrônomo Visual.
Surgiu em Recife, com o grupo Batuqueiros do Silêncio. Atua na formação de
educadores e no fortalecimento de territórios periféricos.
Categoria Educadores
Do Munícipio da Serrinha (BA), Thales Lima do Nascimento
criou o Biocimento, um projeto que une educação, sustentabilidade e impacto
social. A iniciativa transforma resíduos em blocos ecológicos feitos de papel
reciclado e fibra de coco, sem uso de areia. O objetivo é criar calçadas acessíveis
e de baixo custo para a comunidade. O projeto envolve estudantes, reduz a
evasão escolar e aplica o aprendizado na prática. Em parceria com o Conjunto
Penal, promove educação e ressocialização por meio da construção civil.
Do norte do país, Leia Sousa idealizou o Tecer Mulher, de
Marabá (PA), que promove a inclusão digital de mulheres idosas da região
amazônica por meio do uso de smartphones e aplicativos. A iniciativa surge
diante das vulnerabilidades de gênero, idade, escolaridade e acesso à
tecnologia. Desenvolvido no âmbito da Universidade Federal do Sul e Sudeste do
Pará, o projeto utiliza metodologias andragógicas e o modelo ADDIE. As ações
ocorrem em oficinas presenciais e intergeracionais, com apoio de estudantes
universitários.
Categoria estudantes
O FiltroPinha, iniciativa de Carnaíba (PE), idealizada por
Beatriz Vitória da Silva, surgiu no Quilombo do Caroá para transformar resíduos
da produção de farinha em solução ambiental. O projeto enfrenta o problema da
manipueira, resíduo altamente tóxico gerado nas casas de farinha. A proposta
cria um filtro de baixo custo feito com cascas de pinha, fruta comum na região.
O filtro reduz contaminantes e permite a reutilização da água no processo
produtivo. Os resíduos do filtro são reaproveitados como fertilizante de
liberação lenta.
No Rio de Janeiro, a estudante Ysabelle Gonçalves criou o
projeto True que surgiu em 2023 no itinerário de Humanas do 1º ano do Ensino
Médio da Firjan SESI SENAI Maracanã. Inicialmente focado na violência contra a
mulher, evoluiu para abordar a violência escolar. O jogo, em formato de
baralho, trabalha causas, casos, soluções e ações por meio da gamificação. Os
jogadores debatem situações de violência, justificam escolhas e refletem
coletivamente. O projeto ganhou também uma versão digital em aplicativo.