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Divulgação - Curta!
 
MANCHETES

» 06/02/2026 - 23:12
Documentário no Curta! mostra estudo inédito sobre álbum nazista de primórdios dos campos de concentração

Com o fim da Segunda Guerra, os soldados aliados passaram a reunir pinturas, fotografias e objetos que seriam guardados como troféus da vitória sobre os nazistas. Oitenta anos depois do conflito, alguns desses souvenirs seguem aparecendo e, entre os recém-encontrados, há um misterioso álbum de fotos. É a história por trás dele e seus personagens o tema do documentário Desmascarando os Assassinos do Terceiro Reich que ganha destaque na programação do Curta!.

Com produção ZED e direção de Barbara Nececk, a obra apresenta uma pesquisa recente que estuda, a partir de um álbum com mais de 200 fotos, a máquina de morte dos campos de concentração. O documentário investiga a origem desses centros e como o mal se tornou algo banal no Terceiro Reich.

Sob o título Memórias e com um símbolo da SS na capa, o arquivo nazista se tornou uma peça de estudo do historiador alemão Stefan Hördler. Um dos mais renomados pesquisadores sobre o nazismo, ele descobriu o álbum com um colecionador e lidera a investigação sobre o campo de concentração de Lichtenburg.

“Nessas fotos vemos os futuros assassinos em massa, que seriam responsáveis pela morte de centenas de milhares de pessoas. E a pergunta central feita ainda hoje é: por que esses homens se tornaram assassinos em massa? A ideologia por si só não é uma força motriz suficiente para matar mulheres e crianças, então por que a maioria deles fez isso”, questiona o historiador.

O documentário revela que, além da raridade do material, o que moveu o pesquisador foi a possibilidade de identificar indivíduos e grupos que ajudaram a montar o esquema de morte. O álbum traz imagens de soldados e oficiais, em sua maioria anônimos. As fotos tiradas entre as décadas de 30 e 40 foram coladas sem nenhuma anotação, e a parte difícil do quebra-cabeça foi entender quem eram esses homens e que papel desempenharam na máquina nazista. Pouco a pouco, Hördler vai identificando rostos, como o de Kurt Schreiber e Arthur Rödl, da SS, e símbolos que o ajudam a revelar novos horrores.

“Posso dizer que, sem esses homens, o sistema dos campos de concentração nunca teria funcionado”, afirma Hördler.

As imagens exibem sorrisos, posturas arrogantes e autoritárias e de momentos comuns do cotidiano. Entre elas, um jogo de futebol e uma festa sendo realizados enquanto centenas de prisioneiros eram torturados. O documentário mostra que para muitos, a violência era um prazer e foi se tornando banal, e discute como a complacência dos cidadãos comuns ajudou a montar o esquema genocida. 

“O campo de Lichtenburg foi um ponto de partida para a violência. É como uma janela histórica que podemos abrir para vislumbrar a evolução futura do sistema de campo de concentração”, diz o historiador.

“Eu simplesmente cumpri meu dever. Obedeci às ordens”, defendeu-se Kurt Schreiber, condenado a 20 anos de prisão por um Tribunal Militar. A fala é exibida em áudio retirado de seu julgamento.

Horários: dia 07 de fevereiro, às 02h30 e às 09h10; dia 08 de fevereiro, às 15h30; dia 09 de fevereiro, às 16h30; e dia 10 de fevereiro, às 10h30.

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