O Globo Repórter desta sexta-feira (29/08) mergulha em
histórias de pais, filhos e irmãos que compartilham a rotina profissional.
Em São Paulo, a repórter Fernanda Carvalho conhece uma
família que comanda a loja mais famosa da Galeria do Rock, no centro da cidade.
Em 1978, Luiz Calanca, então atendente de farmácia, já era apaixonado por
música e tinha uma grande coleção de discos de vinil. Com a esposa grávida e o
orçamento apertado, decidiu abrir sua própria loja de discos. Vitória, que
trabalhava em uma multinacional, deixou o emprego para apoiar o marido e, até
hoje, os dois trabalham juntos. Ela tem 71 anos, ele 72. A filha Carol, que
cresceu cercada pelo acervo musical, também atua na loja ao lado do pai, do
marido e de outros familiares.
Já na família do Antonio Carlos Oliveira da Silva, tenente
aposentado do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, os filhos David
e Guilherme Olkoski seguiram os passos do pai. Ao repórter Jean Raupp, os
irmãos contam que já atuaram juntos em diversas ocorrências, como nas enchentes
que atingiram o estado no último ano. A história também inspirou o primo,
que hoje integra a equipe.
No Norte do país, Noelia Chaves da Paixão e Hugo Chaves da
Paixão são árbitros e integram o quadro oficial da Confederação Brasileira de
Futebol. No Barezão, o Campeonato Estadual do Amazonas, atuam como árbitros
centrais; na Série D do Campeonato Brasileiro, são assistentes. Nascidos em
Borba, cidade do interior do Amazonas, vivem atualmente em Manaus. À repórter
Daniela Branches, Noelia revela que enfrentou desafios como o machismo e o
etarismo para realizar o sonho de ser árbitra.
Em Minas Gerais, os irmãos Francisco e João representam a
nova geração à frente de um alambique com mais de 300 anos de história. O
Engenho Boa Vista, localizado em Coronel Xavier Chaves, existe desde 1717 e
produz cachaça de forma ininterrupta há nove gerações. Atualmente, trabalham no
local Francisco, de 28 anos, João, de 23, o pai deles, Seu Nando, de 63, e o
avô, Seu Rubens, de 92.
Em Brasília, abrir um café foi o pretexto de João Gabriel
para trabalhar com a mãe. A alma do negócio idealizado por ele é a comida da
maranhense Alba, que voltou para sua cidade natal, Alto Parnaíba, após se curar
de um câncer de mama. João queria a mãe por perto novamente e contou com a
ajuda de um tio para empreender e trazê-la de volta. Ao repórter Pedro
Figueiredo, mãe e filho contam como conduzem o negócio, que hoje conta com oito
lojas espalhadas pela capital e 150 funcionários.
O programa também revela a história de Roberto Vilela e
Berenice Buerger, que se conheceram em uma entrevista de emprego. Ao repórter
Jean Raupp, eles contam que o processo seletivo não resultou em contratação,
mas foi o início de uma história de amor. Casados há 25 anos, hoje são sócios
em uma consultoria empresarial em Blumenau, Santa Catarina.
O Globo Repórter vai ao ar na TV Globo, logo após Estrela da
Casa.