A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) integrou o grupo de
trabalho coordenado pelo Ministério das Comunicações e os debates no âmbito do
Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) que culminaram na assinatura
pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira
(27/08), do decreto que institui a TV 3.0 no Brasil. A cerimônia, realizada no
Palácio do Planalto, contou com a presença de ministros, autoridades e de
representantes das principais emissoras públicas e privadas do país. O
presidente da EBC, André Basbaum, participou do evento.
No novo sistema digital, haverá um ícone DTV+ que dará acesso
aos canais de radiodifusão, com destaque inicial para a TV Brasil e o CanalGov.
De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom/PR), Sidônio Palmeira, a TV 3.0 é
também uma questão de soberania nacional - o Brasil será o primeiro país das
Américas a implantar a nova tecnologia.
A nova geração da televisão aberta manterá a gratuidade como
princípio fundamental, garantindo acesso universal à informação e ao
entretenimento. O Governo Federal já investiu R$ 7,5 milhões na fase
preparatória, que será concluída ainda em 2025.
A TV 3.0 é considerada a nova geração da televisão aberta e
gratuita no Brasil. O modelo integra transmissão tradicional (broadcast) com
serviços de internet (broadband), permitindo que os telespectadores tenham
acesso a conteúdos sob demanda, interatividade e até funcionalidades como
compras diretamente pela televisão. A previsão é que o novo sistema entre em
operação em junho de 2026, a tempo da próxima Copa do Mundo.
Entre as principais inovações está a interface baseada em
aplicativos, que permitirá às emissoras oferecer, além do sinal ao vivo,
séries, programas, jogos e outros conteúdos adicionais. Os novos aparelhos
virão com uma tela inicial que prioriza os canais abertos, corrigindo uma
limitação das SmartTVs atuais, que favorecem plataformas de streaming.
O sistema também foi desenvolvido com foco em acessibilidade,
oferecendo recursos como legendas configuráveis, audiodescrição, gerador
automático de Libras e fluxo adicional de vídeo com intérprete de língua de
sinais em tempo real.
A migração será gradativa, começando pelas grandes cidades,
como ocorreu com a implantação da TV digital. O padrão técnico adotado será o
ATSC 3.0, recomendado pelo conselho deliberativo do Fórum SBTVD.