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Divulgação - CNN Brasil
 
MANCHETES

» 21/03/2025 - 19:15
Claudia Cozer Kalil e Morena Leite falam sobre obesidade no "CNN Sinais Vitais"

Considerada uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde, a obesidade avança a níveis alarmantes e deve atingir 1,9 bilhão de pessoas até 2035. O alerta é da endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, Claudia Cozer Kalil, uma das entrevistadas do “CNN Sinais Vitais” deste sábado (22/03), às 19h30, pela CNN Brasil. Ao lado dela, a chef de cozinha Morena Leite debateu com Roberto Kalil diferentes aspectos da condição.

“Perdemos muitos hábitos saudáveis nos últimos 20 anos. Eu acredito que nos movimentávamos muito mais. O arroz, o feijão, que são ingredientes básicos do prato do brasileiro, podem ser nutricionalmente muito favoráveis. Agora, temos ingerido muito industrializado. Se comermos de uma maneira mais coerente e saudável, temos um solo e ingredientes maravilhosos para ter uma superalimentação”, diz Morena Leite.

A exposição a alimentos de baixo valor nutricional e muito valor calórico são parte do que Claudia chama de ambiente obesogênico, ou seja, que promovem o ganho de peso, como a oferta que existe de alimentos ultraprocessados, de baixo custo, associada a uma dificuldade de fazer atividade física. “Essa luta contra o ambiente obesogênico envolve não só a família, a escola, mas os órgãos governamentais, indústria e mídia”, ressalta.

Os especialistas frisam que a alimentação é apenas parte do problema. A obesidade é considerada uma doença multifatorial, ou seja, não há apenas uma causa envolvida. “Eu acho que a obesidade também tem a ver com a questão emocional, porque hoje as pessoas não se alimentam só mais por uma questão nutricional e fisiológica. É emocional, são várias carências que as pessoas descarregam no doce, na pizza, na bebida”, diz Morena Leite.

A hereditariedade também tem impacto no desenvolvimento da obesidade. “A genética tem um papel importante, ela entra com quase 70%. Mas não significa que essas pessoas estão fadadas a ficarem obesas. Elas têm que se prevenir com um pouco mais de ênfase”, explica Claudia. “Às vezes, você vem de uma família de sobrepeso, você tem um biotipo maior. O importante é ver se você não está a cada ano aumentando de peso. Se você está conseguindo manter o seu peso ano a ano, seus exames e a sua qualidade de vida saudável, esse peso não é tão preocupante quanto a pessoa que todo ano ganha dois ou três quilos”, observa.

A endocrinologista orienta que a receita básica para a prevenção deve ser praticar exercícios físicos e não repetir as porções. Ela destaca que é importante entender a obesidade como uma doença e ter cuidado ao abordar o problema durante um tratamento. “Quando a gente usa o termo mudança no estilo de vida, as pessoas entendem exatamente isso: que nunca mais vão poder comer um sanduíche de mortadela, tomar um vinho ou comer um brigadeiro. Na verdade, a receita é equilíbrio, frequência e quantidade”, finaliza.

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